Autoria:
Guilherme Ortigara Longo, Antonio Carlos Marques, Barbara Ramos Pinheiro, Bráulio Almeida Santos, Carla Zilberberg, Igor Cristino Silva Cruz, Leila de Lourdes Longo, Lucas Cabral Lage Ferreira, Marcelo Visentini Kitahara, Melina Ferreira Martello, Pedro Henrique Cipresso Pereira e Ralf Tarciso Silva Cordeiro.
Como citar:
Longo, G.O.; Marques, A.C.; Pinheiro, B.R.; Santos, B.A.; Zilberberg, C.; Cruz, I.C.S.; Longo, L.L.; Ferreira, L.C.L.; Kitahara, M.V.; Martello, M.F.; Cordeiro, P.H.C.P.E.R.T.S. 2025. Mussismilia braziliensis. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio. Disponível em: https://salve.icmbio.gov.br Digital Object Identifier (DOI): https://doi.org/10.37002/salve.ficha.37285.2 - Gerado em: ___/___/_____.
Mussismilia braziliensis é endêmica do Brasil ocorrendo na Bahia e no Espírito Santo, incluindo a Ilha da Trindade. Ocorre em Unidades de Conservação em profundidades de até 60m, sendo mais comum até 10 metros. O Banco dos Abrolhos possui a maior parte da população (≥ 90%) da espécie, que é uma das principais construtoras dos recifes da região. Em monitoramentos de 10 anos, não foram observadas tendência de declínio para Mussismilia braziliensis. A principal ameaça atual à espécie são os eventos extremos de aquecimento da água do mar causando branqueamento e mortalidade. Outras ameaças como turismo desordenado, poluição marinha e sobrepesca podem afetar sinergisticamente sua população. Além disso, a espécie é comercializada para aquariofilia. Trata-se de uma espécie endêmica brasileira e de distribuição restrita na costa brasileira (12–20°S). Considerando que há modelos preditivos da distribuição da espécie em cenários futuros de aquecimento que projetam uma redução de 30% na probabilidade de ocorrência da espécie dentro de sua área de ocorrência nos próximos 30 anos, M. braziliensis foi categorizada como Vulnerável (VU) pelo critério A3c.