Autoria:
Alexine Keuroghlian; Beatriz de Mello Beisiegel; Andre Antunes; Andressa Gatti; Antônio Rossano Mendes Pontes; Beatriz de Mello Beisiegel; Hugo Cardoso de Moura Costa; Maria Luisa da Silva Pinto Jorge; Mariana Landis; Mauro Galleti
Como citar:
Keuroghlian, A.; Beisiegel, B.M.; Antunes, A.; Gatti, A.; Pontes, A.R.M.; Beisiegel, B.M.; Costa, H.C.M.; Jorge, M.L.S.P.; Landis, M.; Galleti, M. 2023. Tayassu pecari. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio. Disponível em: https://salve.icmbio.gov.br Digital Object Identifier (DOI): https://doi.org/10.37002/salve.ficha.9813.2 - Gerado em: ___/___/_____.
Tayassu pecari tem uma ampla distribuição no território nacional, mas necessita de grandes áreas bem protegidas para manutenção de subpopulações. Em 18 anos, ou três gerações da espécie, o país perdeu 16,2% de sua vegetação nativa; portanto, estimou-se uma perda populacional de 21% no Brasil. Quando calculamos essa perda populacional de 21% (1) não excluímos os fragmentos com menos de 2000 ha, portanto assumimos que ali haveria queixadas; (2) não consideramos qualquer dado demográfico, seja impacto da caça nas populações remanescentes, os ciclos populacionais (e seja lá qual for o fator que desencadeie o ciclo) e capacidade de resiliência da espécie reaparecer sem as condições ideias (fragmentação, pobre qualidade de habitat, sobre impato de caça ou tomada de javalis); (3) não consideramos eventos estocásticos na previsão, como secas severas e falta de alimento para sustentar os enormes bandos de queixada; (4) não consideramos a perda de habitat por exclusão competitiva pelo javali. Dessa forma, esta porcentagem pressupõe uma taxa constante de perda populacional, o que não é realista para Tayassu pecari, uma vez que essa espécie é a primeira a desaparecer em resposta a pressões humanas. No futuro próximo, existe a perspectiva de um grande aumento da degradação da qualidade de habitat na Amazônia devido, entre outros fatores, à expansão das rodovias e seu efeito de espinha de peixe, potencializando todas as demais ameaças, como caça e fragmentação, sobre a maior área de manutenção da espécie, em longo prazo, no país. Com todos esses fatores completariam os 9% de perda populacional nas próximas três gerações para que a espécie atinja os 30% necessários para ser incluída em Vulnerável. Portanto, as perdas populacionais da espécie, em um período de três gerações, devem atingir 30% ou mais, sendo categorizada como Vulnerável (VU) pelos critérios A4cd. Não existem informações sobre o fluxo populacional entre o Brasil e os países vizinhos, portanto a categoria não é alterada na avaliação regional.