Avaliação do Risco de Extinção

Sclerurus caudacutus caligineus Pinto, 1954

Autoria:
Luís Fábio Silveira; Caio Graco Machado Santos; Ciro Ginez Albano; Diego Mendes Lima; Glayson Ariel Bencke; José Fernando Pacheco; Vítor de Queiroz Piacentini; Wagner Nogueira Alves

Como citar:
Silveira, L.F.; Santos, C.G.M.; Albano, C.G.; Lima, D.M.; Bencke, G.A.; Pacheco, J.F.; Piacentini, V.Q.; Alves, W.N. 2023. Sclerurus caudacutus caligineus. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio. Disponível em: https://salve.icmbio.gov.br Digital Object Identifier (DOI): https://doi.org/10.37002/salve.ficha.24796.2 - Gerado em: ___/___/_____.

Categoria
Criticamente em Perigo (CR)
Data da categoria
14/06/2019
Ano da publicação
2023
imagem da especie
Crédito: Ciro Albano

Justificativa

Sclerurus caudacutus caligineus é endêmica do Brasil, registrada somente em Alagoas. Os registros documentados são poucos e restritos a apenas três localidades: Jequié da Praia, São Miguel dos Campos e Murici. Não há registros em outros locais, apesar da área ser bastante inventariada. Extinta em duas das três localidades conhecidas, há declínio continuado no número de subpulações e no número de indivíduos maduros. Considerada rara e com 100% da população isolada na ESEC de Murici, está fadada à endogamia. A extensão de ocorrência (EOO), calculada através do Mínimo Polígono Convexo (MPC), resultou em 14 km². Entretanto, considerando que a espécie ocorre exclusivamente na ESEC de Murici, sua EOO foi estimada baseando-se na área da ESEC, que é de 60 km². Já a área de ocupação (AOO) foi aplicada aos registros atuais conhecidos da subespécie, o que resultou em 8 km². Tanto a EOO quanto a AOO têm sofrido declínio continuado, tendo em vista as extinções locais e a progressiva substituição florestal por plantações de cana-de-açúcar, bem como a ocorrência de incêndios, as quais também têm gerado declínio continuado na qualidade desse habitat. Apesar de relativamente protegida em unidade de conservação, os incêndios foram identificados como a principal ameaça ao táxon. Tendo em vista as proporções que o fogo pode atingir e a distribuição restrita à ESEC de Murici, foi possível caracterizar 1 localização que poderá afetar toda a população do táxon. Dessa forma, S. c. caligineus foi categorizada como Criticamente em Perigo (CR) pelo critério B1ab(i,ii,iii,iv,v)+2ab(ii,iii).